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Tendão de Aquiles é usado em cirurgia inovadora para reparar músculo peitoral

Publicado 16 de September de 2026
Tendão de Aquiles é usado em cirurgia inovadora para reparar músculo peitoral

O Grupo de Cirurgia do Ombro da Santa Casa de Porto Alegre realizou, no Hospital Nora Teixeira, uma cirurgia inédita no Rio Grande do Sul para o tratamento de uma lesão crônica e retraída do músculo peitoral maior. O procedimento utilizou um tendão calcâneo, mais conhecido como tendão de Aquiles, proveniente de banco de tecidos, associado a tecidos do próprio paciente para auxiliar na reconstrução.

O paciente, jovem e atleta, sofreu a ruptura durante a prática de supino com carga excessiva, um dos mecanismos mais comuns desse tipo de lesão. Como o quadro já era crônico, o músculo e o tendão encontravam-se retraídos, ou seja, afastados de seu ponto normal de fixação óssea, o que aumenta a complexidade cirúrgica e pode exigir o uso de tecidos adicionais para a reconstrução da região.

A cirurgia foi coordenada pelo ortopedista Fernando Mothes, em conjunto com o ortopedista Fábio Matsumoto. Além do tendão de Aquiles doado, a equipe utilizou tendões flexores do joelho e células-tronco do próprio paciente, combinando as três estratégias em um único procedimento, com o objetivo de favorecer a cicatrização, restaurar a função muscular e possibilitar o retorno do atleta à atividade esportiva.

O tendão de Aquiles empregado na cirurgia foi disponibilizado por meio de parceria entre a Santa Casa de Porto Alegre e o Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo. “O uso de enxertos de banco de tecidos já é uma realidade nas cirurgias ortopédicas em todo o mundo, especialmente em casos de falhas ósseas e tendíneas de maior dimensão. Com a parceria agora estabelecida entre os dois hospitais gaúchos, a Santa Casa passa a oferecer essa tecnologia a toda a comunidade”, destaca Mothes.

Com essa nova modalidade de tratamento, casos em que o próprio tecido do paciente não é suficiente para o reparo passam a contar com uma nova alternativa dentro da Santa Casa. Na prática, o banco de tecidos amplia os recursos disponíveis para reconstruções complexas e abre caminho para procedimentos que, até então, dispunham de opções mais limitadas.


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