Hospital Dom Vicente Scherer

Santa Casa promove ação de declaração de doação de órgãos

Publicado 16 de setembro de 2019
Santa Casa promove ação de declaração de doação de órgãos

Sua declaração é um "sim" para a vida. Este é o conceito da ação de doação de órgãos que acontece dentro da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em um dos corredores mais acessados do complexo. Todas as paredes do corredor foram adesivadas para que as colaboradores, pacientes, fornecedores e familiares pudessem deixar registrado o seu interesse em ser doador de órgãos .

Qualquer pessoa pode assinar a parede. O objetivo é que mais pessoas expressem o seu desejo de ser doador, um assunto que ainda é tabu em muitas famílias.

 

 


Sobre a doação de órgãos

O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.
O Hospital Dom Vicente Scherer, unidade de transplantes da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, é referência internacional na área e responsável por mais da metade dos procedimentos no Rio Grande do Sul. Em 2018 foram realizados 627 transplantes. O Hospital possui capacidade física e assistencial para realizar o dobro de procedimentos, mas esbarra na falta de doadores.

Panorama da doação de órgãos e fila de espera no Brasil

Em 2018, o Brasil registrou aumento no número de doadores, porém o índice de 2,4% ficou abaixo do esperado (5,5%). Um dos principais fatores que limita a doação de órgãos é a baixa taxa de autorização da família do doador. Atualmente, aproximadamente metade das famílias entrevistadas não concorda que sejam retirados os órgãos e tecidos do ente falecido para doação. Em muitos desses casos a pessoa poderia ter sido um potencial doador. A fila de pessoas que esperam a doação de algum órgão ou tecido supera 35 mil pessoas no Brasil.
A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue de cordão umbilical). A doação de órgãos como o rim, parte do fígado, do pulmão e da medula óssea pode ser feita em vida.


Como ser doador

A legislação brasileira não possibilita que alguém deixe registrado por escrito o desejo de ser doador e somente a família pode tomar essa decisão. Por isso, é essencial manifestar para a família sobre o desejo de ser doador e deixar claro que os familiares devem autorizar a doação de órgãos.

Existem dois tipos de doador:

- o primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Quando não houver parentesco, a autorização precisa ser judicial;

- o segundo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC. É neste caso que a família necessita autorizar a doação.

Fila de espera no Brasil: 32.796 pessoas

 

Clique aqui a confira mais informações e histórias sobre a doação de órgãos.


577 visualizações