Hospital Dom Vicente Scherer

Santa Casa celebra 30 anos do primeiro transplante de pulmão da América Latina

Publicado 16 de maio de 2019
Santa Casa celebra 30 anos do primeiro transplante de pulmão da América Latina

Há 30 anos um paciente ganhava um novo fôlego para viver. No dia 16 de maio de 1989, o agricultor Vilamir Westerich passou pelo procedimento para receber um novo pulmão, se tornando a primeira pessoa da América Latina a passar por esse tipo de transplante. Realizado na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre pelo médico José Camargo e sua equipe, o momento histórico será relembrado no próximo dia 29 de maio em uma cerimônia no Centro Histórico-Cultural Santa Casa.

No final da década de 80, o transplante de pulmão era extremamente difícil. Ao contrário do coração e do rim, por exemplo, é um órgão que permanecia em contato com o ar ambiente, tornando-se vulnerável à infecções. Até então, menos de 50 pessoas haviam passado por esse procedimento em todo o mundo. Os preparativos para o transplante começaram em 1988. Vilamir apresentava incapacidade respiratória progressiva há sete anos e nenhum tratamento havia apresentado resultado. Com isso, passou a aguardar por um doador compatível. Durante a madrugada do dia 16 de maio de 1989, o Dr. Camargo e a equipe levaram quatro horas para transplantar o pulmão esquerdo de Vilamir. Logo após o procedimento, o órgão começou a responder bem e o paciente recebeu alta um mês após o receber o novo órgão.

Vilamir viveu plenamente e sem limitações por 11 anos com o novo pulmão. O pioneirismo tornou a Santa Casa e o dr. Camargo referências no procedimento. Desde então, o cirurgião já realizou mais de 640 transplantes de pulmão. “O procedimento foi algo bem ambicioso, pois até então era algo inédito na América Latina e com muitos insucessos nos anos anteriores em todo o mundo. Nossa equipe se preparou durante 11 anos para que nos considerássemos aptos para realizar o transplante. O sucesso foi o resultado de um grupo multidisciplinar integrado que envolveu cirurgiões, clínicos, intensivistas, radiologistas, imunologistas, anestesistas, bacterologistas e enfermeiros”, relata o dr. José Camargo.

 

 


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