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:: Reportagem de Capa
Cirurgia Plástica
Texto: Leandro Brixius
Fotos: Giovanni Rocha
 

A construção da beleza e da funcionalidade

 

Caros leitores

    A matéria de capa desta edição começou a ser construída em março deste ano, com a entusiasmada cumplicidade do Dr. Roberto Corrêa Chem, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica e do Banco de Tecidos da Santa Casa. Na sexta-feira, 29 de maio, dois dias antes de embarcar na companhia da mulher Vera e da flha Letícia no Airbus do vôo 447 da Air France rumo a Paris, Chem telefonou à revista para elogiar o texto e as fotos desta matéria.  Em homenagem a Roberto Chem e ao grande parceiro, médico e ser humano que ele é, preservamos o texto, inclusive o tempo dos verbos, exatamente igual à última correção das provas que ele fez em 25 de maio de 2009.

Ivo Stigger
Editor
   

 

    A cada semana, cerca de 200 pessoas colocam a solução de seus problemas nas mãos de profssionais da equipe de Cirurgia Plástica da Santa Casa Misericórdia de Porto Alegre. Muitos desejam recuperar partes do corpo afetadas em procedimentos cirúrgicos – como nas retiradas de tumores –, uns buscam alterar traços congênitos e alguns querem apenas rejuvenescer a expressão ou se sentir melhor com o próprio corpo. Seja qual for o motivo, é na cirurgia plástica que encontram auxílio para lidar e superar suas difculdades físicas  e psicológicas. Assim, saem ganhando - e muito - em qualidade de vida.
    O melhor de tudo é que os avanços da área abrem cada vez mais perspectivas de novos procedimentos, com mais qualidade no resultado.
Pesquisas realizadas na própria Santa Casa, como as que envolvem células-tronco, autorizam a previsão de que, em futuro próximo, técnicas revolucionarão as cirurgias reparadoras e de estética.


    Com três décadas de experiência e com a empolgação de um recém-formado, o Cirurgião plástico Roberto Corrêa Chem, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa e professor  titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) comemora que a especialidade seja uma das que alcance os maiores avanços. O objetivo desse esforço é um só: readequar o corpo humano ao seu aspecto natural sob o ponto-de-vista fisiológico e morfológico. “Hoje, não se separam mais os procedimentos reparadores e os estéticos porque o limite é muito  tênue. Mais do que nunca, a espécie humana procura a readequação estética e funcional, dentro dos conceitos de beleza atuais”, explica o médico.  Os padrões mudam  sempre.  Se as pinturas clássicas nos  revelam a valorização da beleza obesa na Idade Média e na Renascença (e por trás disso a lembrança de que na época, em função de doenças acreditavam ser importante e até mesmo vital ter acúmulo de gordura no corpo), hoje a tendência natural é ser mais esguio. “Os conceitos de beleza são ligados à saúde. O corpo magro é mais fsiológico e a tecnologia utilizada pela cirurgia plástica tem  a capacidade de readequá-lo aos padrões aceitos”, ressalta.
    E essa readequação, conforme relata Chem, envolve um espectro bastante amplo de situações. Nela, estão incluídos adolescentes que gostariam de corrigir suas orelhas de abano, ex-obesos que perderam peso e querem retirar o excesso de gordura no abdômen, mulheres que tiveram a retirada de tumor de mama com alterações importantes que agora procuram
reparar, ou pessoas que querem recuperar o aspecto mais jovial com as intervenções na face - e que hoje podem ser realizadas com cirurgias menos agressivas.



TODOS: Equipe multidisciplinar da Santa Casa, liderada pelo Dr. Roberto Chem (sétimo a partir da esquerda, na primeira fla), atende pacientes particulares, de convênios e do SUS
 
 


 A serviço da qualidade de vida
 
 


Dr. Roberto Corrêa Chem: Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica e do Banco de Tecidos da Santa Casa
 
 
 
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