Correio do Povo - Geral - pg. 22 (Clique aqui para visualizar a matéria)
Sindihospa diz que há adequação
Apesar de a resolução 36 da Anvisa anunciada ontem pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ter causado surpresa ao Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), o diretor executivo da entidade, Tibiriçá Rodrigues, acredita que ela não exigirá grandes adequações das instituições da Capital. "Os hospitais já vêm trabalhando com o tema da humanização da saúde, em que a questão da maternidade é um dos focos", justifica.

Rodrigues considera que hospitais públicos e filantrópicos poderão enfrentar maiores problemas para atender à norma, que visa incentivar a opção da gestante pelo parto normal, assegurando maior privacidade e conforto antes, durante e após o parto na rede pública e privada. "Até pelo fato de ficarem sediados, geralmente, em prédios mais antigos, que não contam, muitas vezes, com banheiros privativos, como exige a resolução", comenta. Quanto à questão que a gestante de parto normal terá direito à presença de acompanhante de livre escolha durante toda a internação em instituições públicas e privadas, Rodrigues acredita que é preciso analisar melhor, pois envolve ainda os convênios.

O vice-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do RS, Júlio Matos , também surpreso com a resolução, disse que "toda questão que diga respeito ao estímulo ao parto normal e à humanização da assistência à parturiente é bem-vinda". Porém, Matos se preocupa com o fato de o governo editar medidas acrescendo as responsabilidades dos prestadores de serviços, "sem, no entanto, responder pelo adequado custeio".
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