Correio do Povo - Geral - pg. 22
Parto normal é estimulado
Gestantes que optarem pelo parto normal terão garantida a obtenção de quarto (individual ou coletivo) específico para o procedimento, com banheiro anexo, em todas as maternidades públicas e privadas do país e para todas as etapas – antes, durante e após o nascimento do bebê. Mãe e filho ficarão juntos na maternidade.

As novas normas para os serviços de atendimento obstétrico e neonatal, que entrarão em vigor a partir de dezembro, estão previstas na resolução nO 33 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ministério da Saúde espera obter mudanças estruturais nas unidades de atenção obstétrica e neonatal, incentivar o parto normal humanizado, controlar possíveis riscos às gestantes e aos bebês e reduzir a mortalidade materna e neonatal. As mudanças deverão resultar em mais conforto e privacidade para mães e filhos e estímulo à participação efetiva da mãe e de familiares em todas as fases do nascimento do bebê.

Ao lançar, ontem, a resolução, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, frisou que essas ações integram o esforço do governo, de entidades da área de saúde, gestores e universidades pela redução da mortalidade materna. As unidades de saúde serão orientadas a estimular a evolução natural do trabalho de parto e a "desmedicalização".

As ações foram articuladas por órgãos do governo no Pacto pela Vida, lançado em 2006, que prioriza a redução da mortalidade materna e neonatal, conforme orienta a Organização Mundial de Saúde. "São medidas estratégicas amplamente avaliadas com os secretários estaduais e municipais de Saúde, além de outros parceiros do governo, como as universidades e entidades médicas", disse o diretor de Ações Estratégicas do ministério, Adson França.
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