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Medida aproximará mães e bebês A partir de dezembro, as gestantes que optarem pelo parto normal ficarão em quarto individual ou coletivo específico para esse tipo de procedimento em todas as maternidades do Brasil. Nesse mês, entrarão em vigor as novas normas para atendimento obstétrico e neonatal no País. O beneficio será aplicado tanto na rede pública quanto na privada. Os novos padrões de funcionamento das maternidades e serviços de saúde estão previstos na resolução n° 33 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida também resultará em mais conforto e privacidade para mães e filhos. A decisão estimula a participação efetiva da família em todas as fases do nascimento do bebê, já que determina a garantia da presença de acompanhante de livre escolha da gestante durante o parto e a internação. Com as medidas, o Ministério da Saúde espera obter mudanças estruturais nas unidades de atenção obstétrica e neonatal, incentivar o parto normal humanizado, controlar possíveis riscos às gestantes e aos bebês e, com isso, reduzir a mortalidade materna e neonatal. "Essas ações se inserem dentro de um grande esforço que envolve o governo, dentro de uma rede que trabalha pela redução da mortalidade materna", afirmou ontem o ministro da Saúde, José Gomes "Temporão, durante o lançamento da resolução da Anvisa, em Brasília. De acordo com as novas normas, as unidades de saúde serão orientadas a estimular a evolução natural do trabalho de parto e a utilização de soluções para o alívio das dores da gestante sem tomar medicamentos. O conjunto de ações foi articulado entre os diferentes órgãos do governo no Pacto pela Vida, lançado no ano de 2006, que tem conto uma das prioridades a redução da mortalidade materna e neonatal, obedecendo à orientação da Organização Mundial de Saúde. Anualmente são registradas cerca de três milhões de nascidos vivos no País. Quase 2,1 milhões nascem nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Destes, 1,4 milhão corresponde a partas normais e 670 a cesarianas. Em 2006, foram registrados no Brasil 274 óbito de mulheres em decorrência de complicações relacionadas ao parto. Quanto à mortalidade infantil, a taxa nacional registrada no mesmo ano foi de 22 bebês por mil nascidos vivas. Os principais fatores de mortalidade infantil são ocasionados por problemas nas primeiras 22 semanas de gestação e até sete dias depois do parto. No caso das mães, a Organização Pan-americana da Saúde estima que pelo menos 95% das mortes maternas poderiam ser evitadas com conhecimento, tecnologia médica e medidas de impacto social. |
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