11/3/2010 - Diário Gaúcho - Dia a Dia - pg. 38

MEDICINA com a equipe da Santa Casa. Hoje com a n eurologista Liselotte Menke Barea

Pergunte a quem sabe
Enxaqueca é uma disfunção cerebral que não aparece em exames: são liberadas substâncias químicas que determinam o aparecimento da dor intensa e do intenso mal-estar. Em torno de 60% dos casos têm caráter hereditário. Esse é um dos tipos de dor que costuma acometer mais um lado da cabeça, de forma latejante e associada a fortes enjoos.

Os sintomas são dor intensa, náuseas e sensibilidade aumentada à luz, ruído e cheiros, os quais determinam importante limitação para o desempenho das atividades do cotidiano. A enxaqueca manifesta-se em crises com frequência variada, podendo acontecer semanalmente, de dois em dois meses ou até uma vez por ano.

Para o tratamento da enxaqueca, existem medicamentos específicos que promovem um alívio rápido da dor e restauração das atividades do indivíduo com efeitos colaterais reduzidos. Deve-se, no entanto, evitar o uso excessivo de analgésicos, pois tomar remédios para dor de cabeça com frequência acentuada ajuda a aumentar a frequência e a intensidade da enxaqueca. E importante a avaliação de um especialista.

Quando procurar o médico? Se tiver que usar analgésico para dor de cabeça mais de duas vezes na semana e/ou se a dor vier acompanhada de febre, sonolência, dormência ou falta de força em um lado do corpo, alteração visual ou mudança no padrão da dor.
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