Hospital Dom Vicente Scherer

Transplantes e Procedimentos Ambulatoriais

Doação de Orgãos

Esclareça suas dúvidas sobre doação de órgãos e saiba como você pode doar na Santa Casa de Porto Alegre.

"O transplante é a única especialidade médica que depende da sociedade para existir. Só é possível salvar vidas ou melhorar a qualidade de vida das pessoas com a presença do doador."

 

1) O que devo fazer para ser doador de órgãos?

Para ser doador de órgãos você precisa conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo, porque é ela quem decide sobre a doação. Não é necessário nenhum documento escrito nem registrado em cartório. Para ser doador basta uma atitude simples e sem burocracia.

 

2) Para quem vão os órgãos doados?

Os órgãos doados vão para pacientes que precisam de transplante e estão aguardando em lista única, organizada pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Ministério Público.

 

3) Como são formadas as listas de espera para transplantes?

As listas de espera para transplante são regulamentadas por lei e as equipes médicas especializadas em transplante são responsáveis pela inscrição dos pacientes. As listas diferem de acordo com o órgão ou tecido. Para córnea (tecido), a lista é única e a posição do paciente obedece à data do seu cadastramento junto à Central de Transplantes. No caso dos órgãos (rim, fígado, coração, pulmão e pâncreas) a lista de espera é subdividida conforme os grupos sanguíneos (A, B, AB e O) e existem critérios de compatibilidade e gravidade para alocação dos mesmos.

 

4) Somente pessoas jovens podem doar órgãos?

Não. A idade não é fator limitante para a doação de órgãos. Uma pessoa acima de 70 anos, por exemplo, pode doar rins, fígado e córneas. Após a família autorizar a doação, alguns exames são realizados para verificar a viabilidade de cada órgão ser doado.

 

5) Quem teve hepatite pode ser um doador de órgãos?

Sim. Quem teve hepatite e está curado pode ser um doador de órgãos. Existem pessoas aguardando pelo transplante que também tiveram a doença e poderão ser receptores.

 

6) Após a doação dos órgãos o corpo fica deformado?

Não. A retirada dos órgãos é realizada por profissionais altamente capacitados e, como em qualquer outra cirurgia, a região do corpo onde foi feito o procedimento é coberta por curativo e o doador poderá ser velado e sepultado sem nenhum problema.

 

7) E se a doação for de pele e córneas, como fica o corpo?

Na doação de pele os locais de retirada são: abdome, costas e coxas, sendo que é retirada uma camada superficial (1,5mm de espessura) e toda área é coberta com curativo. Na doação de córneas, após a cirurgia, fica imperceptível sob o ponto de vista estético, pois os olhos permanecem fechados, e não há exposição do local do procedimento. Portanto, o doador de pele e córneas poderá ser velado e sepultado sem nenhum problema.

 

8) Que tipos de doador existem?

O transplante de órgãos realizado com doador vivo é uma situação especial devido à falta de doadores falecidos.
- Doador vivo: pessoa saudável, que concorde com a doação, que faça isto de forma voluntária e altruísta. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.
- Doador falecido: são pacientes que se encontram internados em Unidade de Terapia Intensiva ou Emergência, com diagnóstico de morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano (acidente ou violência) ou AVC (derrame cerebral).

 

Contato:

Coordenadoria Hospitalar de Transplante
Telefone: (51) 3214 8459
E-mail: transplantes@santacasa.tche.br

 

 

O que é morte encefálica?

É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funções vitais como controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo.

Morte encefálica é o mesmo de coma?

Não, a morte encefálica é diferente do coma. No coma, as células cerebrais continuam vivam, executando suas funções. O que ocorre é uma falha de integração entre o indivíduo e tudo que o rodeia. Na morte encefálica, as células nervosas estão sendo rapidamente destruídas, o que é irreversível.